FATORES NUTRICIONAIS RELACIONADOS À QUALIDADE DA CASCA DOS OVOS

Richard D. Miles (Professor)
Department of Animal Sciences - Poultry Nutrition and Management
University of Florida - Gainsville, Florida 32611-0920

INTRODUÇÃO

Um grande número de informações tem sido produzido a respeito da qualidade da casca dos ovos nos últimos 50 anos. As aves, dietas, galpões e práticas de manejo, todos tem mudado neste período de tempo. No futuro, é muito possível que muitas mudanças haverão de ocorrer para que a indústria de ovos mantenha os avanços em tecnologia. Porém, ainda não se conhecem as mudanças que serão feitas para que a casca dos ovos atinja os canais de mercado com a qualidade desejada.

Muitos fatores influenciam o grau de quebra da casca e esta quebra está relacionada á qualidade da casca. É impossível, mesmo com todo o nosso conhecimento atual, corrigir todos os problemas de qualidade de casca dos ovos. Nós podemos, no entanto, promover reduções significativas no número de ovos perdidos devido à qualidade piorada da casca dos ovos. Isto pode ser acompanhado tendo em mente que nenhum fator, especialmente nutricional, deva ser totalmente responsabilizado pela maioria dos problemas de quebra da casca dos ovos. Muitos fatores incluindo: a adequação da nutrição, problemas sanitários do plantel, práticas de manejo, condições ambientais e genéticas, são todas conhecidas por estarem relacionadas à qualidade da casca do ovo.

É sempre fácil influenciar a qualidade da casca para pior do que para melhor. No entanto, algumas vezes mesmo uma pequena mudança para o lado positivo, significa dezenas de milhares do dólares de ganhos financeiros. Se os lucros são ampliados pela manutenção do uma casca de ovo adequada e pela minimização dos problemas com a qualidade da casca do ovo, este assunto deve ser considerado como multifatorial. A nutrição representa apenas um desses temas. O artigo que se segue está escrito de tal forma a integrar a nutrição com os numerosos outros fatores responsáveis em afetar a qualidade da casca do ovo.

O QUE SE DEVE SE ESPERAR COM O AUMENTO DA IDADE DAS AVES

Idade da ave, tamanho do ovo:

Normalmente, os problemas de qualidade da casca do ovo não são vistos em lotos antes das 40 a 45 semanas de idade. À medida que a idade da galinha avança, os ovos se tomam maiores. O aumento no peso do ovo significa que a galinha tem de distribuir uma quantidade constante de casca ao redor de uma superfície de ovo maior. A galinha poedeira tem muita habilidade genética em depositar uma certa quantidade de cálcio na casca de cada ovo (aproximadamente dois gramas). No entanto, à medida que a idade da ave avança e os ovos ficam maiores, a espessura da casca do ovo fica menor e a quebra ocorre com maior freqüência. Se as medidas da qualidade da casca são feitas (gravidade especifica do ovo, medição da espessura da casca e resistência da casca à quebra), em ovos à medida que a idade da galinha avança, cada uma destas medidas vai refletir pior qualidade da casca do ovo.

Com o aumento da idade e conseqüentemente do tamanho do ovo, aquelas galinhas que tiveram o maior aumento no peso do ovo durante o ano, terão maior declínio na qualidade da casca do ovo. As aves que tiveram a melhor qualidade de casca no início do período de postura continuarão produzindo ovos com a melhor qualidade da casca no final do período de produção. Também, galinhas produzindo ovos com pior qualidade de casca vão manter esta casca fina durante toda a sua vida. As exigências de proteína para galinhas poedeiras tom se mostrado superiores para ganho de peso em aves adultas e máximo pesa ao número total de ovos. Usualmente, alto consumo de proteína por galinhas poedeiras resulta em aumento no tamanho dos ovos. Tem sido comprovado que o aumento no peso do ovo que ocorre com o aumento da idade pode ser reduzido pelo controle no consumo de metionina para melhorar a qualidade da casca do ovo sem provocar efeito adverso na produção total de ovos.

PROBLEMAS DE QUALIDADE DE CASCA

Quando um plantel de galinhas poedeiras está sendo acometido por problemas do qualidade do casca de ovos, a primeira providência a ser tomada para corrigir a situação, está em determinar que tipo de problema de casca se observa. Por exemplo, seria um (1) problema de ovos quebrados, (2) cascas ásperas, (3) trincas internas (4) cascas finas?

Se é um problema de quebra de casca, o próximo passo é determinar porque a quebra está ocorrendo (1) são os ovos quebrados antes da coleta, (2) ou quebrados na área de processamento ou (3) a quebra ocorre no transporte. Os ovos são trincados ou existo um impacto causando a quebra.

Uma grande parte dos problemas relacionados com a qualidade da casca são causados basicamente pelo consumo inadequado de cálcio, o qual é influenciado por inúmeros fatores. Várias medidas podem ser tomadas para melhorar as características da casca como o fornecimento de partículas maiores de carbonato de cálcio, reduzir levemente o nível de fósforo dietético ou entrar com um programa de arraçoamento noturno. Estas medidas irão incrementar a absorção de cálcio e a mobilização de cálcio, melhorando as qualidades da casca.

Ovos com trincas internas ou “cintados” (body checks)

Ovos McintadosN são aqueles ovos que sofreram rachaduras ou trincas durante o processo de formação da casca e foram reparadas por uma deposição adicional de carbonato do cálcio antes da oviposição. Esta quebra pode ocorrer tanto nas fases inicial, intermediária ou final do processo de formação da casca. A qualidade do reparo está na dependência da severidade e do momento em que ocorreu a rachadura. A ocorrência deste problema em lotes de poedeiras pode variar de 2 à 12% dos ovos produzidos, sendo que em lotes problemáticos a freqüência pode exceder os 20%.

Vários pesquisadores têm apontado que a ocorrência de “ovos cintados aumenta em lotes mais velhos. A maior parte dos ovos “cintados” são produzidos por aves velhas e em sua maioria são postos entre seis e oito horas da manhã. A incidência destes ovos também está relacionada com a densidade das aves na gaiola. Assim, quanto maior a quantidade de aves por gaiola maior será a severidade do problema. Um dos primeiros passos para se controlar a ocorrência de ovos “cintados” é diminuir a densidade das aves e realizar o processamento separado entre os ovos das seis e das oito horas da manhã do restante dos ovos produzidos.

Contudo, muitos produtores são relutantes em adotar essas mudanças no fluxograma de suas granjas. Um outro importante achado é que o número de ovos “cintados está relacionado com o programa de luz adotado. Quanto maior o fotoperíodo, mais cedo as aves irão realizar a postura dos ovos o que aumenta a incidência de ovos com cascas ultra finas durante o dias resultando em ovos “cintados”. As atividades e movimento de pessoal ou máquinas rios galpões de produção também devo ser mínimo após as cinco horas da tarde.

Ovos com casca rugosa e depósitos calcáreos

Ovos com depósitos calcários são aqueles ovos que apresentam pequenas partículas do cálcio ou outros materiais na superfície da casca. Esses depósitos podem ser podem variar de pequenos pontos a formações maiores.

Os lotes de poedeiras velhas produzem uma maior quantidade de ovos com depósitos calcários. A exata etiologia deste problema ainda não é bem conhecida. Porém, é sabido que o útero de aves velhas apresenta pequenas partículas calcificadas de secreções do oviduto ou mesmo fragmentos do oviduto que se aderem à superfície da casca formando esses depósitos. É provável que a origem destes fragmentos de oviduto calcificadas seja devido a anormalidades dos mecanismos de início e término da calcificação da casca. Até o presente momento, a única medida que reduz a ocorrência deste fenômeno é a muda forçada a qual causa uma regressão e “rejuvenescimento” do trato reprodutivo, limpando o sistema reprodutivo dos fragmentos calcificados de oviduto.

Ovos sem casca

Nos ovos sem casca somente as membranas da casca estão presentes envolvendo o albúmen e a goma. Estes ovos deslizam e escapam através do piso das gaiolas e nunca são coletados. Em alguns lotes o montante de ovos sem casca chega a atingir de 7-10% do total de ovos produzido. Este problema aumenta proporcionalmente com a idade e ocorre praticamente em todas as linhagens de poedeiras.

O tempo de permanência dos ovos sem casca no útero é similar aos ovos normais. A época do ano e a temperatura também não parece exercer nenhuma influência na produção destes ovos. A muda forçada provoca uma queda na ocorrência de ovos sem casca mas em um curto espaço de tempo os ovos sem casca repare bem no lote. Até o momento não se conhece a exata causa dos ovos sem casca em lotes de postura.

Doenças

O monitoramento do título de anticorpos para determinadas doenças deve ser feito regularmente durante toda a vida dos lotes de. poedeiras. Ovos deformados, sem casca e com casca fina são sintomas típicos que surgem durante e logo após os desafios de New Castle e ~ronquite Infecciosa.

METABOLISMO DO CÁLCIO E FÓSFORO EM POEDEIRAS COMERCIAIS

A poedeira moderna pode ser considerada como uma “máquina de botar ovos”. A importância de uma nutrição adequada que forneça à galinha o que ela necessita para manter a qualidade da casca do ovo se torna óbvia quando consideramos que a produção de 250 ovos por ano requer uma quantidade de cálcio que corresponde a 20 vezes o conteúdo de cálcio de toda a sua estrutura esquelética. Dessa forma, os requerimentos de cálcio para a poedeira são consideráveis. Durante as 20 horas necessárias para a formação da casca, a galinha precisa depositar 25 miligramas de cálcio no ovo a cada 15 minutos. Esta quantidade de cálcio (25 miligramas) é o total de cálcio que pode ser encontrado em todo o sistema circulatório de uma poedeira normal. A poedeira não é capaz de absorver 100% do cálcio fornecido pelos ingredientes da dieta. Portanto, a dieta das galinhas em produção precisa fornecer 4 gramas de cálcio para a ave diariamente. A biodísponibilidade de cálcio em muitas matérias-primas é algumas vezes pouco conhecida, a galinha deve apresentar uma maior ingestão de cálcio sempre que se admite uma menor biodisponibilidade das fontes de cálcio da dieta.

Níveis dietéticos de fósforo e cloretos elevados podem trazer efeitos negativos para a qualidade de casca. É provável que estes dois elementos atuem negativamente nas características de casca através das suas influências no balanço ácido-básico (pH) do sangue. A importância de uma ingestão adequada de vitamina D pela poedeira é essencial para uma adequada utilização de cálcio e fósforo. Porém o excesso de vitamina D e seus metabólítos não causaram melhorias nas características de casca quando as aves já çstavam consumindo quantidades adequadas de vitamina D. Outras vitaminas e mícrominerais, quando fornecidos em quantidades acima dos requerimentos também não trouxeram melhorias na qualidade da casca.

Em relação à vitamina O, mais pesquisas são necessárias para elucidar os seus efeitos e mecanismos de ação na qualidade da casca do ovo, especialmente em ambientes de calor. Suppõe-se que, quando ocorrem melhorias na casca do ovo pela suplementação de vitamina C na dieta das poedeiras, o provável mecanismo seria pela participação desta vitamina na hidroxílação dos metabólitos da vitamina D como também na hidroxilação da pralina e ilsina que estão envolvidos na síntese de colágeno.

Zinco, cobre e manganês tem importantes funções nos sistemas enzimáticos responsáveis pela formação do carbonato da casca e síntese dos mucopolisssacarídeos e proteínas da membranas da casca. O carbonato é necessário para se ligar ao cálcio que chega à glândula da casca durante o processo de deposição da casca, e formar então o carbonato de cálcio. Mais de 90% do carbonato necessário para a síntese do carbonato do cálcio tem origem no metabolismo das células uterinas e não do plasma. O zinco é necessário como cofator do sistema uterino da anidrase carbônica, responsável pela formação dos carbonatos. É fato aceito pelos pesquisadores da área de qualidade de casca, de que a glândula da casca não assimila bicarbonato de sódio (marcados com radioisótopos) injetados durante a calcificação da casca. Portanto, chega-se a conclusão de que as melhorias na casca do ovo provenientes da utilização de bicarbonato de sódio dietético são devidas mais ao sódio do que propriamente ao bicarbonato, principalmente quando se encontram níveis elevados de cloretos na dieta.

Apesar do fato de que seja pouco provável que as poedeiras de hoje sofram deficiências de zinco, de cobre e/ou de manganês, a importância de cada um durante a formação da casca não pode ser subestimada. É provável que a interação destes minerais-traço com outros componentes dietéticos possa resultar em quadros de leve deficiência. Portanto, a disponibilidade desses elementos-traço é muito importante durante todo o processo de depoeição da casca. Uma importância especial deve ser dada ao papel do manganês na síntese da matriz orgânica da casca. Uma deficiência em manganês pode resultar na desorganização e formação de camadas mamilares não pareadas resultando na diminuição da resistência da casca.

Se a dieta contém um excesso de sódio e/ou cloretos com uma relação sôdiolcloreto desfavorável (desbalanço ácido-básico), um declínio da qualidade da casca é observado. Um relação 2:1 a 1,2:1 de eódio:cloretos é bem aceita. Nas condições de campo, os níveis de clorotos dietéticos não devem ser maiores que de sódio a fim de prevenir deterioração das características da casca pelo desbalanço destes minerais.

O fornecimento de calcário dolomítico (que possui um alto teor de magnóuio) como fonte de cálcio freqüentemente causa problemas do qualidade de casca. Em épocas onde as indústria a de aço passam por dificuldades financeiras e quando os nutriceonistas não estão cientes de que essa fonte de cálcio pode conter até 10% de magnésio, é comum encontrar calcário dolomftico nas dietas avícolas. Por outro lado quando há uma deficiência de magnésio, a produção de ovos sofre uma queda e a qualidade do ovos deteriora em virtude de uma diminuição da espessura da casca.

Nível de cálcio sérico e seu controle

Um dos componentes dos fluidos biológicos que é mais regulado é a concentração do cálcio plasmático. Normalmente nos animais superiores o nível do cálcio sérico é mantido em tomo de 10 mg/dl. Em fêmeas de répteis e aves observa-se que o cálcio plasmático pode chegar a 30 mg/dl durante a reprodução. As causas da alta concentração plasmática de cálcio está na presença de uma fosfoproteína chamada vitelogenina que tem uma alta afinidade pelo cálcio. Esta fosfoproteína tom os níveis aumentados no sangue das galinhas jovens cerca de duas semanas antes da postura dos primeiros ovos.

Existem três principais sistemas na galinha poedeira que são responsáveis pelo controle do cálcio plasmático. Estes três sistemas são: ossos, intestinos e rins. Existem também três hormônios responsáveis pela manutenção desse nível; hormônio da paratiroóide, calcitonina e 1-25 dihidrocolecalciferol (1-25 diOH D). Estes hormônios regulam a formação o reabsorção óssea. Em galinhas poedeiras a formação de osso medular é controlada por hormônios estrogênicos. A reabsorção ôssea é estimulada pelo hormônio da paratireóide e deprimido pela calcitonina. A absorção de cálcio é regulada pela 1-25 diOH D3 A excreção de cálcio pelos rins é regulada mediante o nível plasmático de cálcio, pelo hormônio da paratiroóide o pela 1-25 diOI-I D3

Período Pré-Postura

O cálcio é o elemento principal dos ossos e da casca. Estima-se que 99% do total cálcio no organismo seja encontrado nos ossos. Consequentemente o sistema esquelétU atua ativamente na manutenção da homeostase do cálcio (regulação do nível de cálçio) r organismo. Este processo é possível através da presença de alguns elementos ceIular~ como os osteoblastos (células formadoras de tecido ôsseo), osteócitos (células Ôsseas) ostooclastos (células reabsorvedoras do tecido ósseo). As cinzas de ossos contém cerca ~ 25% de cálcio e 12% de fósforo, o que explica em partes o porque das recomendações d relações similares (2:1) do cálcio e fósforo na dieta do aves em crescimento. Assim um relação adequada de cálcio:fósforo para aves em crescimento situa-se entre 1,5 a 2 parto de cálcio para 1 parte de fósforo.

Aproximadamente duas a três semanas antes da postura do primeiro ovo ocorro ur aumento do estrógeno plasmático e testosterona resultando numa rápida formação do asa modular e aumento da absorção de cálcio no intestino delgado.

Durante o período de pré-postura, o cálcio é absorvido no intestino pela ação d~ hormônio 1-25 diOH D3U ma vez que este hormônio é derivado da vitamina D, as mudança~ que ocorrem no metabolismo de cálcio na franga, a medida que ela se prepara para entrar n~ ciclo produtivo, se devem basicamente á vitamina D e ao seu metabolismo.

Ciclo Produtivo

A casca dos ovos contém de 96-98% de carbonato de cálcio, em termos de massa, o isto corresponde a cerca de 2 gramas de cálcio. Considerando que cerca de 50-60% dc cálcio dietético é absorvido e utilizado na formação da casca, a poedeira necessita de uni consumo diário de 4 g de cálcio.

O processo de formação da casca requer uma mobilização de uma quantidade relativamente grande de cálcio para a glândula da casca. Nas últimas 15 horas de formação da casca a mobilização de cálcio para a glândula da casca atinge uma taxa do 100-150 miligramas por hpra. Considerando que o nível sérico normal de cálcio está entre 20-30 miligramas, o processo de calcificação lança mão do cálcio presente nos assoa e na dieta para assegurar a formação da casca. Pesquisas apontaram que se a dieta das poedeiras contém 3,5% de cálcio ou mais, a maior parte do cálcio da casca vai ser suprido pela absorção intestinal. Por outro lado, se o nível de cálcio na dieta está abaixo do 2%, 30-40% do cálcio da casca será oriunda dos ossos.

O processo de formação da casca também influencia a absorção intestinal do cálcio. Quando a glândula da casca está inativa, a absorção de cálcio pelo intestino fica por volta de 40%. Quando a mesma está ativa, a eficiência da absorção de cálcio no intestino chega a mais de 70%.

A absorção e manutenção dos níveis de cálcio e fósforo em níveis normais são os dois processos que melhor retratam as inter-relações entre estes nutrientes. A absorção de cálcio o fósforo pode ser influenciada por inúmeros fatores incluindo: 1) a fonte e a forma do cálcio e fósforo na ração, 2) o pH intestinal: o pH 6 é o patamar mais desejável para a absorção de fósforo sendo que a sua absorção fica notadamente reduzida em pH acima de 6,5, 3) relação são parcialmente responsáveis pelos efeitos benéficos na qualidade do ovo. Em dietas contendo 3,75% de cálcio, a fim de assegurar máxima qualidade da casca, é aconselhado que cerca de 50-70% do calcário na forma pulverizada (pó) seja substituído por partículas maiores de calcário ou farinha de cascas de ostra.

RESUMO

Problemas relacionados à qualidade de casca representam enormes prejuízos para os produtores comerciais de ovos. A incidência de ovos quebrados, e trincados, varia do lote para lote mas normalmente situa-se entre 6-10% dos ovos produzidos. As quebras de ovos. aumentam com o envelhecimento do lote devido ao adelgaçamento da espessura da casca quando os ovos aumentam de tamanho. Existem vários fatores que influenciam a qualidade da casca. Alguns destoa fatores podem ser facilmente manejados e outros são de difícil contro~e, Um controlo de doenças, manejo adequado, e nutrição são três principais fatores que podem influenciar as características da casca.

Uma grande gama de informação existe na literatura científica sobro a influência que os minerais tem no desempenho das aves. Nenhum mineral é tão importante quanto o cálcio o o fósforo em poedeiras para a manutenção de assoa fortes e qualidade d~ casca. Uma grande quantidade de pesquisas tem sido desenvolvidas sobre o metabolismo de cálcio o fósforo e suas influências na deposição da casca e formação de assoe. Muitos fatores influenciam a incidência de ovos trincados e a resistência dos assoa. Entre eles, o consumo do cálcio e fósforo em quantidade e horários adequados são críticos. Outros fatores como a sanidade do lote, práticas de manejo e ambiência são também importantes na manutenção de um metabolismo normal de cálcio e fósforo pelas galinhas poedeiras.

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