USO DA CAL NA AVICULTURA

Fonte: Associação Brasileira dos Produtores de Cal

Os avicultores enfrentam uma série de problemas de ordem sanitária, da doença de Newcastle às verminoses.
Em meio a isso, existem ainda os surtos de tifo e paratifo em aves de todas as idades. A causa destas doenças reside, geralmente no baixo nível de limpeza e de desinfecção dos aviários.

1 - Nos estercos

Os excrementos das aves são umas das principais causas de moléstias nesses animais. Via de regra, o esterco das aves contém agentes infecciosos, ovos de vermes e ocistos das eirnerias causadoras da coo— cideose.

Em que pese seu valor comercial, portanto, o esterco das aves deve ser banido, por se constituir numa fonte de doenças em aviários industriais, médios, pequenos ou de quintal. A dificuldade consiste em se obter uma desinfecção parcial do material sem, no entanto, prejudicar seu valor como adubo e, com isso, garantir seu valor comercial.

O problema foi resolvido pela Estação Experimental de Agricultura de New Hampshire - EUA, que realizou testes usando a cal virgem sobre o esterco, estrados, dormitórios camas e calçadas dos galinheiros.

A relação é de 9kg de cal virgem para 100 kg de esterco. Em relação ao total de poedeiras, o cálculo utilizado foi de 675g para cada grupo de 100 aves.

Nessas bases, foi possível comprovar a ação bactericida da cal sobre a Salmoneila puílorum (pulorose); Salmonella aertrycke (parati— fo); Salmonella gailinarum (tifo) e Pasteurella avicida (cólera aviária). Tal ação se consolidou em 15 minutos, conforme observação dos técnicos daquela estação experimental. Também constataram que a cal virgem previne a esporulação dos oocistos (coccideise) Q embrionamento mento dos ovos da Ascaridia lineata (verminose), mesmo em condições ótimas para o seu desenvolvimento.

2 - No piso

O colchão que recobre o chão dos galinheiros é composto de palha e é útil enquanto permanece seco e fofo. A tendência deste material é tornar-se úmido em pouco tempo, comprimindo-se como um leito encharcado. Em tais condições, o local passa a ser insalubre e propicio ao desenvolvimento rápido e fácil de doenças e parasitas. Portanto, toda a cobertura do chão do galinheiro deve ser removida nestas condições.

A experiência dos avicultores tem mostrado o enorme beneficio da aplicação de cal virgem sobre este “colchão”, assim que ele começa a umedecer. Esta aplicação liberal reduz sensivelmente a ação de bactérias - atua como agente de esterilização parcial - e impede a perda da condição fofa e solta do "colchão E possível impedir a densificação, desde que o ar tenha a oportunidade de penetrar no material e evaporar a umidade, parte da qual £ produto "resultante da decomposição de bactérias.

Para conservar o “colchao” seco, pode-se obter um melhor efeito da cal quando a aplicação acontece antes do “colchao” ser usado.

Com a aplicação, torna-se bastante reduzido o número de trocas de “colchão”, reduzindo também os gastos com mão-de-obra e materiais necessários à confecção do revestimento. A cal virgem é o agente mais efetivo e barato com esta finalidade e pode ser substituída pelo calcário pulverizado.

Os avicultores geralmente utilizam dois tipos de revestimentos. O sistema “superficial” é considerado o mais higiênico e resistente & propagação de verminoses. O “composto”, mais espesso, é freqüentemente usado com sucesso.

No “superficial”, espalha-se uma camada de 7,5 cm do material sobre o chão do galinheiro. O tratamento com cal virgem é, então liberado geralmente, uma aplicação já é suficiente. A média tem sido usar 1,6 kg a 0,9 kg/m2 de área recoberta quanto mais fino o material do chão, maior a quantidade de cal a ser aplicada. O importante é que qualquer um dos dois sistemas seja construídos antes do fim do verão ou antes dos meses chuvosos.

Para o “composto”, o correto é ir espalhando o material sobre o chão do galinheiro até que a camada total atinja de 15 a 20 cm de espessura, quando então deve ser removida e uma nova seqüência iniciada. A cal virgem deverá ser aplicada e misturada com cada nova camada adicionada,numa quantidade, porém, duas vezes superior à utilizada no sistema superficial”, isto é, de 3,2 a 1,8 kg por m2 de colchão. Revolver o “colchão” ajuda a conservá-lo seco, prolongando seu tempo de uso. Ocasionalmente, uma pequena quantidade de grãos alimentícios espalhados sobre o revestimento pode encorajar as aves a ciscarem e, com isso, remexerem elas próprias o leito. O material do “colchão”, quando finalmente retirado do piso dos galinheiros, constitui-se num ótimo adubo orgânico para qualquer tipo de plantação.

A umidade nos galinheiros pode ter como causas a água proveniente da exsudação do solo, respingos de chuvas e da condensação da umidade atmosférica devido à ventilação imprópria. Para diminuir a possibilidade de aumento do teor inevitável de umidade, deve-se cuidar para que vasilhames com água e comida não caiam sobre o leito. Qualquer que seja a precaução tomada, no entanto, o “colchão’ torna-se úmido ao fim de um certo tempo e faz-se necessária sua substituição por um novo”.

3 - Nas bandejas de gaiolas

A cal virgem também pode ser espalhada sobre as “bandejas” colocadas em baixo de puleiros. Ajuda a reduzir os odores desagradáveis das gaiolas, diminui a infestação do recinto por moscas e impede a perda de certa quantidade de nitrogênio do esterco, facilitando sua remoção e aproveitamento. Para esta finalidade, recomenda-se usar de 50 a 100g de cal virgem por quilo de esterco, ou cerca de 700g por dia para bandejas de gaiolas com 100 pássaros.

4 - Nas pinturas de paredes

Paredes de galinheiros devem ser caiadas e a cal virgem deve ser espalhada em forma de pó sobre o cisco do piso, periodicamente, para mantê-lo seco. Isto que ajuda a prevenir a perda do nitrogênio dos resíduos orgânicos e a presença de insetos. Para a pintura dos tetos, paredes, gaiolas e bandejas são indicadas tintas à base de água e cal hidratada, para melhor aparência e higiene. Uma fórmula simples consiste na mistura, em suspensão, da água, cal virgem e sal de cozinha. Para obter um galão dessa tinta (3,785 litros), para pintar 20 m2 de’ superfície opaca, preparar uma mistura com 1,6 kg de cal virgem e 450g de sal de cozinha (refinado ou não) com um galão de água.. Para obter um resultado satisfatório, remover sujeiras e resíduos das superfícies a serem pintadas. A tinta deve ser aplicada em camadas finas e preparada com a consistência de um ‘leite talhado’.

5 - Nas pulverizações

O controle de piolhos e carrapatos em aviários pode ser feito através de polvilhadeiras manuais abastecidas com cal hidratada ou pós inseticidas. A aplicação é rápida, e a capacidade de dispersão faz com que toda área polvilhada receba diversas camadas de cal. Outra vantagem é o alcance do tubo de dispersão, capaz de polvilhar cal virgem em todas as áreas, sem exceção

A cal virgem pode ser aplicada em todo o aviário:

  • sobre os pisos ripados e esterco depositado sob o estrado;
  • sobre as camas, os poleiros e estrados - dormitórios dos galinheiros de postura, frangueiros e pinteiros;
  • calçadas e passeios;
  • engradados para transportes de aves.

O programa de desinfecção de aviários ganha ainda o reforço de caixas de cal virgem, dispostas para fechar as vias de acesso e para polvilhar as solas de sapatos, rodas de carrinhos e de veículos pesados. O polvilhamento pode ser feito todas as semanas sobre o estrado ripado e demais locais necessários, utilizando-se em geral 3,5 1kg de cal virgem por semana e por grupo de 600 poedeiras.

Nos surtos ou suspeitas de doença, deve-se fazer polvilhamento intensivo, diariamente durante 7 dias seguidos, utilizando-se também a medida de 3,5 kg de cal no período.

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